quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Fado do Desertor - Cancioneiro do Niassa



João Maria Pinto e Convidados, "Fado do Desertor" (Cancioneiro do Niassa)
Por Carlos do Carmo

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

"Cancela Tropa" - uma história quase real da C. Caç. 4242 que prestou serviço militar em Mandimba, no Niassa, Moçambique em 1972/74

"Era noite. E a noite sempre esteve ligada às más notícias. Todos os grupos de combate se encontravam no quartel. Os soldados tomavam um banho para retirar o suor de quatro dias. Alguns procuravam lavar da memória a triste cena do furriel e dos dois soldados a irem pelos ares no rebentamento das minas anti-pessoais. Depois, a caírem, num berro, a olharem para a perna que ficava longe. Depois, estendidos no chão, gritavam com dores e apalpavam a perna que momentos antes os fazia andar. Depois um deles a dizer que o matassem, pois as dores eram enormes. Depois, o outro soldado a chamar pela mulher. Depois, o furriel, muito calmo, de olhos para o local da perna que já não tinha.

E esses soldados misturavam o sabão e a água às suas lágrimas. E esses soldados esfregavam muito bem as suas pernas como se certificassem que ainda se encontravam sobre os dois pés.

A água, o sabão e as lágrimas nunca restituíram as pernas que tinham ficado para os animais comerem.

A Força Aérea, que fora fazer a evacuação, respondera que já não eram precisas [as pernas] e não as transportou."

“Cancela Tropa - O Uivo da DGS” – História da autoria de um alferes da C. Caç. 4242 - Mandimba

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Azevedo Presidente


Notícia de "vila de ruivães" publicada em 31.Novembro.2009

Decorreu hoje, às quatro horas da tarde, a tomada de posse dos orgãos locais da Assembleia e Junta de Freguesia, agora compostos pelos seguintes elementos:

Junta de Freguesia

Jorge Azevedo - Presidente

Manuel Azeitono - Secretário

Clara Canela - Tesoureiro/a

Assembleia de Freguesia

Domingos Sousa

José Pinto

Cátia Costa

Paulino Sousa

João Sousa

José Fraga

Julia Esteves


Abraço do Azevedo


O Director do blogue e seus leitores saudam os autarcas que iniciam agora funções naquela prestigiada vila.

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Mensagem do Manuel Nunes dos Santos

"Manuel disse...

esqueceram-se do ex 1. cabo
padeiro
manuel nunes dos santos
um abraço a todos"

Santos: Esqueceram-se de quê? De mencionar o teu nome na listagem da Companhia?
Olha que não. Confere no blogue a mensagem de 11 de Maio de 2009 e verás que o teu nome figura aí em lista republicada.
Um abraço.
Até breve.

Cancioneiro do Niassa

[...] João Maria Pinto, cantor, artista de teatro, e ex-combatente da guerra colonial, em Moçambique, Vila Cabral. É nesta última qualidade que dedica aos Deficientes das Forças Armadas um disco intitulado "Cancioneiro do Niassa, com títulos tão sugestivos como sejam "Ventos de Guerra, "O Fado do Checa", "O Turra das Minas", o "Hino do Lunho".
Tendo embarcado para Moçambique como Alferes Miliciano, levava como armas a G-3 e uma viola e é esta última que permitirá, 25 anos passados lançar um olhar sobre a realidade que os jovens portugueses mobilizados para a guerra colonial, a milhares de quilómetros das suas raízes, eram obrigados a enfrentar sem compreenderem "o porquê" ou a "razão de uma luta" em que alguns perdiam a vida ou ficavam inutilizados para o resto da vida e todos eram afectados psicologicamente, em menor ou maior grau.
É sintomática a expressão do entrevistado ao afirmar: «...só contava uma coisa, estar vivo, quero continuar a viver e nunca pensar que viria a morrer no dia seguinte», como aconteceu a dois antigos colegas de Escola que antes de partirem para uma Missão se despediram dele com lágrimas nos olhos pois tinha o pressentimento de que iriam morrer. E morreram efectivamente...! Em Moçambique a utilização pela FRELIMO de minas nas picadas era uma das formas de luta mais vulgar, forma insidiosa e terrífica que ceifou a vida ou marcou indelevelmente milhares de jovens. Daí que a música e as canções, tivessem uma função de catarse sobre os militares que nunca sabiam quando chegava a sua vez. Num país que receou até hoje tratar abertamente o problema da guerra colonial, é importante que 25 anos depois este tema seja abordado e que o "Cancioneiro do Niassa" seja dado à luz com o objectivo expresso de «...contar muita coisa da guerra que ainda está por contar mas, sobretudo, falar dos Deficientes que são 30.000 e de uma guerra com 9.000 mortos».
in: www.rtp1/guerracolonial.com


sábado, 31 de Outubro de 2009

Mensagem do Azevedo

Azevedo enviou uma hiperligação para o blogue:

"Duas fotos de amígos verdadeiros em convívio. Um dos convívas, já não está junto de nós, mas a recordação continua. Amigos verdadeiros somos todos nós, os CCAÇ 4242.
Abraço do Azevedo. "

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Fotos com 24 anos

Alguns ex-militares da C. Caç. 4242/72 no 1º encontro na casa do Mota. Éramos, então, ainda poucos a "atacar" no leitão.



Fotos enviadas para o blogue pelo Mota.

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

O Cancioneiro do Niassa

sábado, 17 de Outubro de 2009

Centro de Mandimba - Quem se recorda?

Faz click na linha abaixo e recorda
http://www.panoramio.com/photos/original/7664205.jpg

Foto recente de Nuno Teixeira no Google Earth

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Mensagem do Azevedo

Azevedo enviou uma hiperligação para o blogue:
"Estás com óptimo aspecto e, pelos vistos, as férias correram bem. Que continues assim, é o que mais te posso desejar, a ti, a todos os ccaç 4242, respectivas famílias e amigos.
Abraço amigo do Azevedo."

O Azevedo parece ter uma boa nova para ele e para orgulho de todos os C. Caç.
Há uma freguesia no concelho de Vieira do Minho que tem novo rumo.
O Azevedo em breve anunciará.
Um abraço a todos.

Eis o desiderato:
Azevedo enviou uma hiperligação para o blogue:
Foi na freguesia de Ruivães - Vieira do Minho que, no passado dia 11, me elegeram Presidente da Junta. Já agora e, reconhecendo a curiosidade, devo esclarecer que essa eleição, foi também uma vitória do Partido Socialista.
Forte abraço para todos os ccaç 4242 do Azevedo.

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

O Turra das Minas

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Mensagem do Azevedo

Azevedo enviou uma hiperligação para o blogue:

"As pessoas vão, mas a memória fica. Foi o que aconteceu com o meu Pai que, com os lindos 88 anos, partiu para a eternidade, no passado dia 5 do corrente. Abraço do Azevedo."

Em nome dos companheiros da C. Caç 4242, o director deste blogue manifesta o sentido pesar pelo falecimento do pai do nosso amigo Azevedo.
Sentidas condolências.
Um abraço fraterno de todos.

terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Recordando Amália Rodrigues

segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Operação "Nanico"

Nanico 79 - 01JUL1974 - Lince
Batida da região entre os rios Lassalumué, Luchímua, Luchete e LCF [Linha do Caminho de Ferro Nacala-Vila Cabral], com montagem de emboscadas no trilho Muambico; lançamento de pessoal na ponte do rio Luchímua e recolha na Cantina Viegas, por 5 dias.
Nanico 80 - 04JUL1974 - Cobra
Nomadização entre os rios Mapulázia, Luchímua e nascente do rio Lissimba, com montagem de emboscadas no rio Luchímua, em locais de possível travessia do inimigo, e batida ao monte Mecongo. Lançamento do pessoal na ponte do rio Luchímua e recolha no aldeamento do Juma, por 7 dias.

quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

"O guardador de rebanhos"

"Que pena que tenho dele! Ele era um camponês [Cesário Verde]
Que andava preso em liberdade pela cidade.
Mas o modo como olhava para as casas,
E o modo como reparava nas ruas,
E a maneira como dava pelas coisas,
É o de quem olha para as árvores,
E de quem desce os olhos pela estrada por onde vai andando
E anda a reparar nas flores que há pelos campos...
Por isso ele tinha aquela grande tristeza
Que ele nunca disse bem que tinha,
Mas andava na cidade como quem anda no campo..."
Alberto Caeiro



domingo, 20 de Setembro de 2009

Guerra subterrânea - Minas

No Niassa, nas estradas que irradiam de Vila Cabral para para Metangula, Nova Viseu ou Tenente Valadim, as minas, associadas à quase inexistência de vias, ao clima chuvoso e ao terreno ravinado, junto ao lago transformaram os movimentos necessários à sobrevivência das tropas e ao seu emprego em combate em operações de grande duração e desgaste, que esgotavam só por si as suas capacidades e lhes retiravam a iniciativa
É ainda em Moçambique que se regista o maior emprego de minas por parte das forças portuguesas. O general Kaulza de Arriaga, em carta ao ministro da Defesa, Sá Viana Rebelo, em 29 de Janeiro de 1973, solicitou o fornecimento de 150 000 minas anti-pessoais para Cahora Bassa e um milhão para interdição da fronteira norte, junto ao rio Rovuma.
Num ponto de situação feito ao comandante-chefe, em Vila Cabral, foi referido que na zona do Niassa, em 1972, os guerrilheiros haviam realizado 412 acções, das quais 223 foram colocação de engenhos explosivos (54 por cento do total). Destas, 78 foram accionados pelas forças portuguesas, que sofreram 43 mortos, 51 feridos graves e 151 feridos ligeiros. (…)
http://www.guerracolonial.org
Ler aqui o texto completo

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009




quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

Operação Napoleão

NAPOLEÃO 9: 17OUT1973 - GALO
Nomadização entre o rio Chitembuela e rio Nacaca, com montagem de emboscadas ao longo do rio Luchímua, por 4 dias.
NAPOLEÃO 10: 17OUT1973 - RATO
Patrulha moto até à região do Chipa, seguido de nomadização entre o rio Lugenda e o rio Matonge, com montagem de emboscadas ao longo do rio Matonge.
NAPOLEÃO 11: 21OUT1973 - GATO
Nomadização entre o rio M`songuesse e linha do caminho de ferro [Belém-Catur], por 4 dias.
In História oficial da C. Caç. 4242
Na foto acima um militar da C. Caç 4242 medita, no meio do rio, na nomadização que se segue. [faça clique na imagem para ampliar)

sábado, 12 de Setembro de 2009

Taberna do Diabo



João Maria Pinto e Convidados, "Taberna do Diabo" (Cancioneiro do Niassa)

terça-feira, 8 de Setembro de 2009

"Um homem não chora"

E à noite, entre os ruídos familiares, infiltravam-se os dessa outra noite, africana, já não cruzada pelo som amigo dos batuques, mas por gritos e gemidos, e a dúvida «se eu estivesse lá?». Era uma pergunta sem resposta simples, as fotografias tinham feito o seu trabalho, a violência das imagens sobrepunha-se ao raciocínio, diminuíam a capacidade de pensar. Pessoas insuspeitas de simpatia pelo regime, partidárias da independência das colónias, leitoras de Fanon ou de Césaire, admitiam participar em milícias nas colónias, invocando a legitima defesa - e os primeiros homens a partir «para Angola e em força» tinham a apoiá-los a maioria de uma Nação longamente adormecida sobre o verdadeiro significado do colonialismo.
Mas os homens continuaram a partir e a máquina de guerra reclamava os amigos cada vez mais próximos: um vizinho, um primo, o irmão mais velho, depois o caçula... Como esquecer o primeiro que foi, o esforço para que a despedida soasse como habitualmente, a forma como, pela primeira vez, se lhe via o rosto, dolorosamente se fixava cada um dos traços, os olhos mais fundos do que o habitual, o sorriso quase a desfazer-se em lágrimas, os maxilares cerrados? ( «Um homem não chora, um homem não chora, um homem não chora ... »).
http://www.guerracolonial.org

domingo, 6 de Setembro de 2009

Cancioneiro do Niassa

sábado, 5 de Setembro de 2009

Operação Napoleão


Napoleão 1 – 01OUT1973 – GALO

Patrulha até Cantina Viegas, com batida da Serra Checulo, por 4 dias.

Napoleão 2 – 01OUT1973 – RATO

Patrulha moto até Minhomar, seguido de nomadização entre o Rio Matonge e Rio Minhange, por 4 dias.

Napoleão 3 – 04OUT1973 – GATO

Patrulha moto até Munhehere, com nomadização entre o Rio Lissimba e Rio Mupualázia, por 4 dias.

Napoleão 4 – 05OUT1973 – ROLA

Patrulha moto até ao colonato de Samba, com batida à Serra Iapane e montagem de emboscadas ao longo da fronteira [do Malawi], por 3 dias.

Napoleão 5 – 09OUT1973 – GALO

Patrulha moto até ao colonato de Chivanga, com batida ao Monte Chesulo e Monte Chilasulo, por 3 dias.

Napoleão 6 – 09OUT1973 – RATO

Batida à Serra Lipembécue, por 4 dias

Napoleão 7 – 13OUT1973 – GATO

Patrulha moto até ao aldeamento do Juma, seguido de nomadização entre o Rio Lugenda e o Rio Lissimba, com montagem de emboscadas no Rio Luchímua, por 4 dias.

Napoleão 8 – 13OUT1973 – GALO

Patrulha moto até ao colonato Napulo, seguido de patrulha apeada ao longo do Lago Amaramba, por 4 dias.


Da História oficial da C. Caç. 4242

terça-feira, 1 de Setembro de 2009

Lucas desapareceu

(...) Quem é LUCAS? “Um rapaz que ficava no quartel, em MANDIMBA, no NIASSA. António Borges partiu em Setembro de 1970. O seu irmão chegou três anos depois ao mesmo país. “Já quase em 1973, veio o meu irmão, precisamente para o mesmo sítio e encontra-se com o LUCAS. Pelo nome ele veio buscar-me. O rapaz estava a cumprir o serviço militar português em NOVA FREIXO. O meu irmão também era mecânico e eles conheceram-se. “NOVA FREIXO, que hoje se chama Cuamba, continua a ser a cerca 150 quilómetros de MANDIMBA, na província do NIASSA. De Lucas, nem sinal. (…)
“Moçambique – O regresso dos soldados” Ricardo Marques, jornalista do Correio da Manhã Edições D. Quixote]
Ler aqui o texto completo

domingo, 9 de Agosto de 2009

Munhehere = Muenheher


Exibir mapa ampliado

Antes de cessar fogo

EXTRACTOS DE RELATÓRIO IMEDIATO
03JUL1974 - Ontem pelas 16,00 h o Grupo de Combate Galo, estacionado na povoação de Munhehere, neutralizou uma mina AP em região coordenadas 1351.3557, detectada por elementos da população armada.
06JUL1974 - Um grupo da Frelimo raptou hoje duas mulheres e duas crianças perto da povoação do Juma, tomando a direcção do rio Lugenda.
O mesmo grupo implantou 3 minas AP, em trilho próximo da mesma povoação.
Nossas tropas do Grupo GE inicia perseguição ao mesmo grupo.
As mulheres e as crianças que o grupo inimigo havia raptado, apresentaram-se na povoação do Juma.
O mesmo grupo retirou em direcção ao monte M`congo, tendo deixado implantadas 5 minas AP no trilho, próximo à referida povoação.
Guarda Rurais neutralizaram as referidas minas.
O Grupo inimigo estimado em 50 elementos deve permanecer junto ao monte Mecongo.
As nossas tropas da C. Caç 4242 do grupo GE seguem amanhã, iniciando a batida ao referido Monte.
Da História Oficial da C. Caç. 4242

sábado, 1 de Agosto de 2009

Duas mortes e mais de uma dezena de feridos


"16JUL1974 - No dia 15JUL1974 fomos rendidos por outro Grupo de Combate. Empreendemos o retorno a esta C. Caç. em 2 viaturas Unimog 404. Após passar o aldeamento do Juma, e a uns 50 metros do rio Chindo, pelas 12,30 horas, a roda traseira do lado direito da viatura da rectaguarda accionou uma mina A/C, resultando ficarem feridos vários militares e 2 civis.
Imdiatamente entrei em contacto com a Companhia, pedindo a evacuação dos feridos, o que aconteceu por volta das 14,30 horas.
Desta C. Caç. [4242] saiu um Grupo de Combate com o Furriel Enfermeiro, [Simão das resoquinas], transportando soro e outros medicamentos necessários para os primeiros socorros. Os helicópteros transportaram os feridos para Belém, seguindo os dois [militares] mais feridos [que vieram a falecer: 1º Cabo António Costa Oliveira e soldado António Cunha Fernandes] numa D. O. [avioneta, abreviativo de Dornier, de origem francesa] para Vila Cabral, enquanto que os outros feridos foram, posteriormente, transportados em Táxi Aéreo [avioneta civil fretada para o efeito] para a mesma localidade. Ficaram apenas 3 feridos sem lugar, sendo evacuados na manhã seguinte."
Extraído da História Oficial da C. Caç. 4242

quarta-feira, 22 de Julho de 2009

Diaporama da C CAÇ 4242, enviado pelo SILVA (ex-furriel) que reside em Espariz, Tábua, pá...

terça-feira, 14 de Julho de 2009

Aldeia de leprosos - M`Papa

Para a Aldeia de Mepapa, distrito de Mandimba, a cerca de 150 quilómetros da cidade de Lichinga (antiga Vila Cabral), começaram a ser evacuados doentes de lepra oriundos de vários pontos do país (Moçambique), ficando concentrados naquela aldeia.

Há cerca de trinta e cinco anos - ainda nos lembramos, nós militares da C. caç 4242, que uma das iniciativas da acção psicológica era ir visitar aquela aldeia, muito perto do nosso quartel em Mandimba, nos anos de 1972/74, levando algo de útil para aquela gente, nomeadamente latas de conserva das rações de combate para alimentação, gasóleo e desperdício para iluminação, porque não existia energia eléctrica -,viviam na Aldeia de Mepapa 536 doentes de lepra, muitos dos quais com graves sequelas causadas pela doença, desde mutilações a sérios problemas da vista. Alguns morreram ao longo dos anos, mas outros, muitos, talvez a maioria, ainda vivem em Mepapa.

Passam mais de 130 anos desde que o cientista norueguês Gerhard Hensen descobriu o mycobacterium leprae, bacilo causador da lepra, doença que nalguma literatura é também chamada Henseníase. O termo lepra, deriva do grego “Iepein”, que traduzido para a língua portuguesa quer dizer “descamar-se”. O bacilo ataca os tecidos, consumindo as mãos e os pés, o nariz, os olhos, etc…

segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Aos 50 segundos deste filme mostra a picada da fronteira de Mandimba

domingo, 5 de Julho de 2009

Atenção ao seguinte apelo


O nosso companheiro Joaquim Martins enviou o seu testemunho e o seguinte apelo a quem puder informar. Eu posso servir de intermediário:

Boa tarde
Estive no Destacamento de Belém no período de Agosto de 1971 a Julho de 1972. Fiz muitas escoltas aos comboios no percurso de Belém ao Catur. Nesse espaço de tempo, tivemos vários descarrilamentos originados por deficiências no material, excesso de velocidade, e num caso uma mina com um morto e vários feridos. Esta situação ocorreu num dos regressos a Belém com um comboio de mercadorias. Eu era o militar Enfermeiro dessa escolta e também fiquei ligeiramente ferido, porque no acto da explosão eu vinha sentado nos degraus da carruagem da retaguarde destinada à escolta, e com o impacto caí para o exterior. Durante uma escolta o meu camarada Enfermeiro faleceu, por ter sido atingido com uma bala de um militar que fazia fogo sobre uma peça de caça com o comboio em andamento.
Gostaria de ter os contactos do Furriel Lopes e do Enfermeiro destacado em Belém pela Ccac 4242, para partilhar com eles acontecimentos ocorridos durante as nossas estadias nessa localidade.
Cumprimentos
Joaquim Martins ex- 1º Cabo Enfermeiro

quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Extractos de Relatório de Acção da C. Caç. 4242

01Jul1974 - Dia 29 [de Junho] deslocamento auto até ao aldeamento do Juma com picagem a partir do Mezito. Patrulhamento da picada até Muhimua. Contactámos com o elemento da população que tinha detectado uma mina A/P nas coordenadas (3557.1351), num trilho de pé posto a cerca de 2 Kms da picada. Chegados ao local, procedi à montagem do esquema de segurança, tendo de seguida procedido ao rebentamento do referido engenho explosivo.
Regressados ao Muhimua , dirigimo-nos logo de seguida ao aldeamento de Munhehere onde chegámos por volta das 17 horas.
No dia 2 de Julho de 1974 [ainda não tinha sido declarado o cessar-fogo] fomos rendidos por outro grupo de combate da C. Caç. 4242, regressando nas viaturas ao Quartel, onde chgámos pelas 15 horas.
Exibir mapa ampliado
História oficial da C. Caç. 4242

segunda-feira, 22 de Junho de 2009

My friend Tim

Visite o site http://theformeroptimist.blogspot.com/ e veja fotos de Mitande (BELÉM).

sábado, 20 de Junho de 2009

Diaporama da C. Caç. 4242, 1º pelotão do alferes Roxo, enviado pelo Castro que mora na Trofa


Como fundo o tema musical do Conjunto Oliveira Muge, música que fez sucesso no tempo da Guerra do Ultramar

sexta-feira, 19 de Junho de 2009

1,25 de cerveja pequena para cada militar

"Despacho do ministro do Ultramar autorizava a dotação de 1,25 de cerveja pequena/homem/dia para as Forças Armadas de Moçambique, a fim de ficar igual ao benefício concedido aos militares em Angola.
A isenção de imposto a produtos para consumo das forças em operações era regulada por uma portaria (19 501) de 1962 do Minstério do Ultramar que isentava de imposto de fabricação e consumo o tabaco e a cerveja destinados às Forças Armadas em Moçambique, mas como o articulado do diploma apenas referia as isenções do tabaco, a cerveja ficou de fora, pelo que o Governo decidiu isentar 2,5 milhões de litros, o que correspondia em 1972 a uma capitação de meia cerveja pequena/homem/dia.
Finalmente, com este despacho do ministro do Ultramar, a capitação passava para os 1,25."
Do Livro nº 13 Os Anos da Guerra Colonial, Correio da Manhã, de 20 de Maio de 2009

terça-feira, 16 de Junho de 2009

Paião - F. Foz

Clique na imagem para ampliar